02/ Case
Como se vende uma bike de R$ 92 mil sem parecer uma loja.
Marca, direção de arte e três interfaces para uma curadoria de bikes elétricas raras — entregues como protótipo navegável.
Cliente
Segmento
Praça
Entregas
A vitrine: uma frase, uma bike e nada mais competindo.
01/ O desafio
Vitrine que gera desejo sem parecer loja. E prova rigor sem virar planilha.
A Select Bikes não vende bikes. Vende exceções: bikes elétricas raras, importadas, de alta performance, com procedência rastreada desde o primeiro proprietário. Menos de 5% do que ela avalia chega ao showroom. O atendimento é privado, sob agendamento, sem vitrine de rua. E o ticket passa dos R$ 90 mil.
Isso põe o design contra tudo o que e-commerce ensina. Quem compra nessa faixa não responde a contador de urgência, selo de frete grátis ou preço riscado — responde a procedência, laudo técnico e discrição. Mas também não compra no escuro: quer ver a ficha completa, o histórico da bateria, o estado real da peça.
02/ A estratégia e a marca
Não vendemos bikes. Entregamos exceções.
Antes de desenhar tela, definimos o que a marca diz. O posicionamento saiu em uma frase, e ela virou o eixo do site inteiro.
Daí veio a identidade. O wordmark tem desenho técnico, com letras recortadas — lembra instrumento, não loja de bairro. A tipografia é a General Sans, em três pesos. A paleta é quase toda grafite e off-white, com um único verde-limão guardado para o que importa: o botão que leva à coleção, o dado que prova a curadoria. Um acento só, usado pouco, vale mais do que uma paleta colorida.
03/ A direção de arte
A bike como objeto de desejo, nunca como catálogo.
Nenhuma bike aparece em fundo branco. A direção de arte usa luz de fim de tarde, trilha, poeira — e macros de suspensão e motor que mostram engenharia de perto. Quando aparece gente, é em movimento, porque a bike é o meio e a promessa é a liberdade.
Isso foi decidido antes da interface, e é o que dá coerência ao site: cada foto entrou num sistema, não num slot.
Luz de fim de tarde, poeira e movimento. O produto nunca aparece parado num fundo neutro.
04/ A interface
Editorial, hierárquico e com espaço para o produto respirar.
A curadoria é o produto real da Select Bikes, então ela ganhou três pilares nomeados na página: procedência, curadoria e discrição. E ganhou uma prova numérica em destaque.
A ficha técnica de cada bike aparece organizada em blocos legíveis — motor e torque, suspensão, transmissão, autonomia — em vez de tabela corrida. Assim quem entende de bike encontra o dado, e quem não entende não se sente burro.
5%
Das bikes avaliadas chegam ao showroom. O número virou o argumento central da página — um dado faz mais pela confiança do que três parágrafos de adjetivos.
3
Pilares de curadoria explicados na home: procedência rastreada, seleção criteriosa e atendimento discreto.
4
Etapas visíveis no acompanhamento do pedido, da reserva à entrega na porta do cliente.
A mesma hierarquia nas duas pontas. Do desktop ao mobile, a mesma experiência.
05/ Três interfaces, não um site
Onde o projeto deixa de ser site e vira produto.
A experiência não termina na vitrine. O protótipo cobre três frentes, cada uma com um usuário e um objetivo diferentes.
A vitrine pública
Curadoria, bike em destaque com ficha completa, coleção filtrável, serviços, processo, depoimentos e agendamento de visita privada.
A área do cliente
O pedido acompanhado em quatro etapas visíveis — reservada, documentação, transporte, entregue — mais a garagem: km rodados, autonomia média por carga, próxima revisão e CO₂ evitado em relação ao carro. O pós-venda deixa de ser silêncio e vira relacionamento.
O painel do lojista
Cadastro de bike com foto de capa, galeria de detalhes, identificação de marca e modelo, e a escolha entre salvar como rascunho ou publicar. Curadoria é fluxo editorial, não formulário de estoque — e o painel foi desenhado para funcionar assim.
À esquerda, a garagem do cliente. À direita, o cadastro do lojista.
Área do cliente: “sua bike elétrica, do pedido à estrada”.
Painel do lojista: cada bike do acervo, curada e publicada.
06/ A entrega
Navegável antes de existir uma linha de código.
Marca, direção de arte, três interfaces e protótipo navegável, entregues como um sistema só — do desktop ao mobile. A Select Bikes saiu do projeto podendo percorrer a experiência inteira, clicando e navegando, antes de investir no desenvolvimento.
É para isso que serve um protótipo: transformar decisão de investimento em algo que se experimenta, não em algo que se imagina.
Identidade visual
Logo, paleta e tipografia.
Direção de arte
Estilo visual e banco de imagens.
UI/UX Design
Criação das telas e fluxos.
Protótipo navegável
Interações e experiência completa.
O desenvolvimento não entrou no escopo — o protótipo era o ponto final planejado do projeto.